terça-feira, 4 de março de 2008

Au revoir, mon ami

Esse texto foi publicado em homenagem a uma amiga muito especial, chamada Meire Cavalcante. Gosto dela porque me incentiva, desde que a conheço. Hoje, faz poucos minutos, ela leu meu texto e disse: publica. Chamo-o de rabiscos, tentativas não jornalísticas de expressar-me em escritos. É uma vontade e uma tentativa de literalizar a vida. Espero que gostem.

Eram pouco mais de seis horas da tarde de sábado quando ele chegou. Sentada à mesa há cerca de 15 minutos (que pareciam durar mais de uma hora), ela bebia água com gás enquanto esperava. Com passos apressados e um sorriso amarelo de oi-tudo-bem-desculpa-por-ficar-te-enrolando-o-dia-inteiro-e-ainda-por-cima-chegar-atrasado, ele se aproximava. Antes de se sentar, cumprimentou-a rapidamente com um beijo sem jeito no rosto, perguntando o que houve. De pé, com um sorriso de ainda-bem-que-você-chegou-que-saudades-mas-na-verdade-não-acho-que-isso-vai-acabar bem ela pegou na mão dele, que escapuliu arredia e se apoiou na mesa enquanto ele perguntava de novo o que houve. Ela começou a explicar o que já havia escrito no e-mail fulminante enviado a ele na terça-feira anterior. Ela não estava com raiva nem nada. Só queria entender o que acontecia. Não acontecia. Simplesmente havia parado de acontecer.

Eu vou lhe dar a decisão / Botei na balança, você não pesou / Botei na peneira e você não passou / Mora na filosofia / Pra que rimar amor e dor? O som de Transa de Caetano rola ao fundo da cafeteria. Teu caso não é de ver pra crer / Tá na cara!

Enquanto ela falava, o celular dele tocou. Era uma mulher na linha. Ele citou o nome de um amigo. Disse que pegaria carona com ele. A mulher do outro lado da linha se ofereceu para dar carona. A ligação caiu, ele tentou retornar, mas aí lembrou dela na mesa e olhou com um sorriso de desculpa-de-novo-é-que-sabe-como-é-esse-telefonema-é-mais-importante-do-que-ouvir-você-falar. Por algum motivo (talvez estivesse sem crédito no pré-pago, como de costume), desistiu de retornar. Colocou o móvel sobre a mesa como quem diz continue, continue. Ela sentia o coração apertado como em todas às vezes que lhe deram adeus. Ela sabia que também diria adeus. Ele e ela ensaiavam, juntos, o adeus que dariam um ao outro.

Pra que rimar amor e dor?

...

Ela não suportava não receber notícias. Não suportava mandar mensagens apaixonadas e não receber resposta. Não suportava sentir dores pelo corpo esperando o telefone tocar, porque fazia tempo que não tocava mais do mesmo jeito. Não adianta forçar a barra. As coisas têm que rolar naturalmente. Sabe como é. Mulheres modernas que querem relacionamentos modernos não esperam pedidos de namoro. Mulheres modernas trocam beijos, carícias, marcam jantares, passeiam de mãos dadas, combinam programas de fim de semana, fazem sexo, sexo e mais sexo, deixam o cara acomodar a escova no copinho do banheiro delas, mas sem rotular a relação. Mulheres modernas levam a vida numa boa, deixam rolar, pra que pressionar? Naturalmente, sinalzinho especial diz: estamos namorando. Não se sabe exatamente que sinal é esse. Por isso, talvez, mulheres modernas raramente namoram.

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Mas a barra pesava pro lado dela. Ela não entendia o porquê da falta de um simples oi durante uma semana inteira. E doía, como doía. Começava com um aperto no peito, desses de quem recebe um adeus, depois dava um nó na garganta e uma certa falta de ar. Ele deve estar ocupado, ele deve estar com muito trabalho, ele deve estar sem pressa, como eu, deixando rolar. Claro, ele não quer me pressionar. Nos fins de semana, ele aparecia e, nua em seus braços, ela esquecia toda e qualquer dor até a semana seguinte, que se transformava em um infinito e torturante silêncio.

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Mulheres modernas entendem meias palavras ou nenhuma palavra. Entendem o silêncio. Mas podem pensar que talvez o cara esteja simplesmente desencanado. Ou talvez não sejam tão modernas assim. Talvez só queiram amar como nos filmes em preto-e-branco.

Bate outra vez / Com esperanças o meu coração... Ela ouve o cd do Cartola que ele gravou.

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Ele pediu um café. Puro. Ela terminava de tomar a água com gás. Estava sem estômago para cafés, puros ou com leite. E continuava com o aperto no peito, desses que a gente sente na hora de dizer adeus. Ele viu uma bolsa sobre a cadeira ao lado dela e perguntou se havia comprado algo. Sim um par de sapatos eu estava precisando. Ela comprou o par de sapatos enquanto ele não chegava. Não era a primeira vez que ela trocava um ansiolítico por um par de sapatos. Ela ouviu que ele não sabia o que fazer quando recebia as mensagens dela. Ele não sabia o que responder. Ficava paralisado diante das palavras dela. Não responderia à altura. Ele disse você é a primeira pessoa com quem me envolvo depois da minha separação. Ela lembrou de perguntar o que afinal ele tinha com a ex-mulher, que não largava do pé dele -- nem do dela. Não havia mais possibilidade nenhuma de haver algo entre os dois. Ele não queria mais. Ele sequer imaginava essa situação. Pouco importa. Porque depois disso ele disse que essa história de que Ela era a-primeira-pessoa-com-quem-ele-se envolvia-depois-da-separação era apenas uma desculpa para não dizer que na verdade ele não devia estar empolgado com Ela. Foi difícil para ela ouvir isso. Ela já sabia que ouviria.

When somebody thinks you’re wonderful / What a difference in your day… Ela ouve as canções de Bryan Ferry que ele gravou.
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Eles se conheceram sem querer, em um baile de máscaras. Ela usava nariz de palhaço e óculos dos anos 60, grandes e redondos como os de Janis Joplin, que ela adorava. Ele apelidou-a com um desses nomes de palhaço. Dançaram na mesma roda. Ele, com o amigo dele por perto. Ela, com o amigo dela por perto. Ela não deu bola. Conversou, dançou, riu e fez brincadeiras típicas de quem sai por aí falando com todo mundo em uma festa, sem a intenção de ficar em um lugar só e muito menos com uma pessoa só o tempo inteiro. Horas depois, embalada por dois drinks de energético com vodca e algumas long necks de cerveja, deparou com um rapaz de olhos claros, um pouco loiro - não era o tipo dela, definitivamente. Ele disse desde-que-você-chegou-não-parei-de-olhar-pra-você e ficou falando, falando, falando até que se beijaram. Ela foi embora bêbada com ele. Sem dizer tchau para o amigo e muito menos para o cara que deu a ela um apelido de palhaço.

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Ela recebeu uma mensagem na página de relacionamentos que tinha na internet. Chamavam-na com um nome daqueles de palhaço. Era Ele, quase um mês depois do baile de máscaras. Ela pensou eu não dei meus contatos pra ele. Respondeu a essa mensagem, depois às outras e combinaram de tomar-um-café-um-dia-desses. Ela recebeu mensagens anônimas dizendo vaca, puta, vagabunda pára com essa história de combinar de tomar-um-café-um-dia-desses com quem não deve. Ela perguntou se por acaso ele teve no passado algum relacionamento com alguma mulher com instinto psicopata. Ele suspeitou que poderia ser a ex-mulher. Ela descobriu que ele foi casado, mas isso não importava. Pararam de trocar mensagens na página de relacionamentos e continuaram a trocar e-mails. Ele lia o blog dela e comentava. Disse que estava mesmo querendo ler o Grande Sertão de Guimarães. Trocaram trechos do livro. Viver é perigoso.

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Quando amo, percebo a pessoa amada como parte do meu organismo. O bem-querer que tenho por essa pessoa é como um alimento. Renova-me, move meus músculos, meus ossos e todos os meus órgãos com mais força, mais energia. Esse amor não vem de fora, vem de mim, do organismo que habito. Mas de repente, ele se torna um corpo estranho, um invasor, um parasita que chupa e suga e rouba o meu viver sem nem sequer me dar um grão de afeto.

You do something to me / Something that simply mystifies me / Tell me, why should it be /You have the power to hypnotize me… Bryan Ferry again and again.

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Naquele baile, Ele não passava de uma pessoa comum. Não usava máscara, vinha sempre com a mesma piada e não tinha um rosto bonito nem um corpo que chamasse atenção. Lá vinha ele chamando-a pelo apelido de palhaço. Ela não se incomodou com isso, mas também não viu nada demais. Quando finalmente conseguiram se encontrar para o tão combinado café, ela continuou sendo simpática e ele falou de coisas mais interessantes: de suas impressões sobre a periferia paulistana, de seu interesse por cinema e literatura e dos lugares que gostava de freqüentar na cidade.

Ela convidou uma amiga para o primeiro café dEle e dEla. A amiga recusou porque achava que havia algo entre eles. Ela disse ele é só um cara que conheci numa festa e você sabe dessa minha mania de marcar encontros com pessoas que não conheço direito para fazer amizade. Relaxa e aparece. A amiga foi. Os três conversaram e caminharam juntos pela Paulista. Ele foi embora e a amiga disse que Ele e Ela combinavam. A amiga perguntou duas ou três vezes, ou quatro, se não rolava nada mesmo entre eles. Ela respondeu ok eu já entendi que combinamos mas não temos nada a ver um com o outro.

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Durante um jantar em um restaurante francês próximo à rua Bela Cintra, ela olhava diferente para ele. Eles iriam ao cinema se ele não tivesse atrasado por causa do trabalho. Ela tinha sugerido de assistirem ao mexicano O Violino, triste, triste. Não deu tempo, ele se desculpou pelo atraso e ela não ficou nem um pouco chateada porque ela não queria exatamente ver o filme, mas encontrá-lo para conversar e relaxar depois de um dia corrido. Ele convidou-a para jantar e desceram do Conjunto Nacional - o ponto de encontro dEles - até a simpática casinha cheia de quadros com ilustrações de fotos da França e com dois ou três ambientes e pequenas mesas à meia luz.

And these few precious days Ill spend with you…

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No caminho para o restaurante que ela soube que Ele estudava Letras-Francês na Usp. Ela estudava francês por conta própria. Contou que se comunicava com um francês, amigo de um amigo brasileiro morador da Itália. Ele mostrou no ipod os programas e rádio em francês que ouvia. Ela falou sobre a idéia de um dia fazer pós-graduação na França. Ele falou sobre a vontade de morar e estudar na França. O rendez-vou, o merci, á bientòt, au revoir e principalmente o ça va passaram a fazer parte dos encontros, e-mails, telefonemas e das brincadeiras com sorrisos corados e olhares penetrantes.

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Ele mandou um e-mail com as fotos que bateu no aniversário da prima dela. Escreveu adorei nosso rendez-vou. Ela escreveu fiquei feliz com tua presença. Aliás, tenho me sentido feliz com tua presença. Foi por impulso. Não sabia se deveria ter escrito isso. Talvez ele não entendesse direito, talvez ficasse intimidado, talvez... Tarde demais, e-mail sent. Ele respondeu com a letra de A Tua Presença Morena, que disse que a presença dela entrava pelos sete buracos da cabeça dele, pelos olhos, bocas, narinas e orelhas dele. Disse que a presença dela paralisava o momento em que tudo começava para ele, que o desintegrava e atualizava, que envolvia o tronco, os braços e as pernas dele. Ela corou diante da tela do computador.

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De todos os encontros, cada vez mais numerosos e contínuos, o jantar no restaurante francês era até então o único momento a sós dEle e dEla. Ela ouvia-o falar com um certo ar de encantamento, pelo francês, por ele cursar Letras-Francês, por tê-la levado a um restaurante, quem diria, francês. Uma coisa a deixava confusa. A cara dele. Aquela mesma da festa. E o mau-hálito, que ela não sentiu na festa. Mas ele já não era mais tão magro, tão comprido e aquela calvície discreta até que combinava com ele. O jeito dele de caminhar, meio desengonçado, tinha um certo charme. Mas ele não tinha nada, definitivamente nada a ver com ela.

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Não sei o que sentes por mim, apesar de ainda nos vermos. Não sei o que pensar sobre nós dois. Temos uma relação afetiva, um compromisso. Mas sinto um vazio enorme com teus intervalos. Não sei como reagir, se posso dizer o que sinto ou como dizer. Somos íntimos, dormimos juntos, transamos, vens à minha casa, mas não consigo saber se estamos juntos de verdade. Eu estou contigo. Quero telefonar para contar minhas coisas, quero dar notícias minhas, quero te ver quando chego de viagem. Quero estar contigo, mas já não me respondes como antes. Estou desnorteada. Afinal, o que significo pra ti?

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À mesa, ele tomava o café. Puro. Ela bebia o restante da água com gás, com aquele contínuo desconforto no peito, de quando temos que dizer adeus. Ele retirou tudo o que disse sobre não conseguir responder aos e-mails dela. Disse que não devia estar sentindo nada tão forte por ela, por isso estava sendo tão negligente. Ela disse você não sabe o quanto neguei o que sentia por ti. E ele olhou nos olhos dela e disse eu sei enquanto movia positivamente a cabeça. Ela pensou se você sabia como pôde deixar tudo isso acontecer?

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Ela disse eu sei o que quero e sinto e também não tenho certeza de quem você é. Ele disse agora estou me sentindo mal porque você não sabe quem eu sou. Ela disse é muito cedo para saber quem somos e não saberemos se não apostarmos um no outro. Ele disse não quero te enrolar. Ela disse também não quero que você me enrole. Ele disse mas eu não te enrolei. Ela disse é melhor cada um seguir seu caminho. Sua negligência já não cabe mais no que vivemos juntos.

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Depois de jantar no francês, eles se viram na terça-feira, no aniversário da prima dEla. Depois na quarta-feira para ir ao cinema, com a prima dEla. Depois na quinta-feira, para jantar, só Ele e Ela. Foi um jantar premeditado, pelos dois. Um dia antes, ela escreveu: Tenho me sentido feliz com tua presença. Ele respondeu com a letra da música A Tua Presença Morena. Um dia depois, ela passaria o carnaval no Rio de Janeiro. Quis encontrá-lo uma noite antes da viagem. As mensagens que eles trocavam perderam aquele tom meio amigo, meio engraçado e sempre simpático, e deram lugar a frases certeiras. Um queria ver o outro, um queria estar com o outro, mais perto, mais forte, mais e mais. Ela tinha medo do que poderia acontecer no jantar. Um beijo? O início de um caso? O fim dos encontros? Como quero estar perto dele. Quero beijá-lo? Ele quer me beijar? Eles pareciam Lóri e Ulisses, de Clarice. Cúmplices em um amor ainda contido, guardando-se para quando estivessem, os dois, prontos. Viam-se toda semana, tomavam café no Conjunto Nacional, caminhavam pela Paulista ou jantavam em algum lugar aconchegante ali por perto. Ela toda Lóri tinha medo de amar. Ele todo Ulisses era delicado e paciente com ela. Estariam prontos?

Well I hope that I don't fall in love with you / 'Cause falling in love just makes me blue… Ela sabia que ele gostava de Tom Waits.

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Ela disse é melhor cada um seguir seu caminho. Uma frase banal, porém certeira. Tão certeira quanto A Tua Presença Morena. Ele deixava de ser Ulisses. E ela continuava toda Lóri. Ele tirou um embrulho da mochila sempre cheia de livros que carregava para tornar mais agradáveis as viagens de metrô. Deu a ela o embrulho e disse não fique chateada. Ela agradeceu sem entender porque ele disse aquilo e abriu o embrulho. Era um DVD de Vinícius de Moraes. A capa dizia “Quem pagará o enterro e as flores se eu me morrer de amores?” Ela o abraçou. Ele correspondeu, por educação. Ela se sentou e disse está na hora de eu ir. Ele começou a falar do apartamento que dividiria com a amiga de uma amiga, mas o quarto era muito pequeno e a menina queria reservar o maior para as visitas da família e ele achou absurdo morar numa casa com quarto enorme vazio enquanto ele dormia num cubículo etc etc etc. Ela só queria ir embora, sair dali, sair da frente dele, sumir.

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No sábado à tarde em que foram ao show de Chico César, Ele deu a ela de presente o livro de poesias do cantor no fim do espetáculo. Quando anoiteceu, Ele disse que queria sair da casa da mãe, onde voltou a morar depois da separação. Morava longe e a viagem era cansativa. Ele disse gostaria de morar por ali, por Pinheiros, around here, around you.

Já perdi tantos amores / Não notei diferença / Pensei que passava séculos sem a sua presença. Ela suspirava com Cartola.
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Ele não precisava ficar com ela no ponto de ônibus. Ela disse pode ir embora, não precisa ficar aqui comigo. Eles não iam mais se beijar, não tinham mais a vontade contida de se abraçar, não tinham mais segredos para revelar nem mistérios para desvendar. Estava resolvido: cada um seguiria o seu caminho. Ela estava triste, sem vontade de chorar, mas com uma cara péssima. Ele disse você me quer longe daqui com um sorriso de poxa-desculpa-foi-mal-eu-gosto-de-você-e-não-queria-te-deixar-assim. Ela disse não seja bobo e pensou é claro que te quero bem longe daqui com uma cara de se-você-pensa-que-decidiu-isso-sozinho-está-muito-enganado-só-não-sou-hipócrita-de-ficar-aqui-batendo-papo-como-se-nada-tivesse-acontecido. Ele ficou com ela até o ônibus chegar e ela embarcou na primeira condução que a levasse longe dali. Lembrou então de quando sentia medo de beijá-lo porque não se achava capaz de amá-lo e por isso torcia para que o ônibus passasse logo. Desta vez ela torcia para que o ônibus passasse logo e a levasse longe dali. Era preciso deixar de amá-lo. Em casa, ela leu de novo a capa do DVD de Vinícius. Dizia: Grátis! Um manuscrito do Soneto de Separação.

5 comentários:

Anônimo disse...

Poulain, o que dizer de tão belo texto? Admiro tua coragem, tuas palavras, teu poder catártico, que é, pra mim, a função mais adequada da literatura em tempos modernos.

Precisamos nos ver.

Bettoni

Débora Poulain disse...

urgente! precisamos nos ver urgentemente! obrigada, meu amor.

SRTA. LÓRI CAPITU disse...

Partilhar para deixar que vá, c'est ça. Parabéns, Poulainzita!

p.s.: quando puder, visite o meu jardim também! :)

Débora Poulain disse...

para deixar que vá e que vire, deixe de ser contra, vibre, converta-se em cores, sons, texturas, cheiros, personas...

Sonhadores... disse...

Amiga, obrigada pela homenagem! Faz tanto tempo e só hoje eu entrei aqui e vi que você dedicou a mim esta publicação. Te amo. Você vai - nós vamos - longe.