Descubro-me a cada dia. Se o ônibus demora a passar e me deixa impaciente no ponto, ele só me impacienta porque demora a passar. Dentro de mim tenho um trem, um trem bala. Ele passa e atropela todos os atrasos de um eu que queria brotar. Broto, cresço, conquisto espaços. Dentro e fora. Mesmo que o ônibus demore e isso me irrite, lembro-me que aos poucos crio asas. E quase posso voar.
2 comentários:
A Poesia,
como o coração:
um bloco
no Carnaval da Vida;
na rua, como chuva
como corrente
como aquilo que se derrama
e toma conta
de tudo.
=))
estou na sua!
Postar um comentário